Nossa história

No início de 2016, os jornalistas Anderson Fernandes e Débora Kaoru escreveram e lançaram o livro infanto-juvenil Nocaute, com o objetivo de distribuí-lo gratuitamente em dez escolas públicas. Porém, em contato com empresários e editoras, viram como seria difícil levar a iniciativa adiante, já que de 50 pessoas que conversaram, nenhuma aceitou financiar o projeto. 

Posteriormente, em outra tentativa de avançar com a iniciativa, lançaram uma campanha de crowdfunding, mas também não tiveram sucesso com a mesma. Então para não deixar a ideia morrer, começaram a pedir obras literárias de diferentes autores para amigos jornalistas e escritores, para tentar contemplar pelo menos uma escola com a doação de livros. 

No entanto, em conversa com um professor da Rede Estadual de Ensino, eles identificaram que em algumas escolas poucos eram os alunos que tinham acesso à sala de leitura e muitos livros eram até jogados no lixo com frequência. A partir desta informação chegaram a conclusão que deveriam formatar um projeto em que as obras literárias arrecadadas chegassem realmente às mãos dos estudantes e o principal, eles deveriam entender a importância da leitura para formação cultural e educacional, para assim não se desfazerem dos livros. 

Começaram o projeto em outubro de 2016, com estudantes da EJA (Educação de Jovens e Adultos). Depois, passaram a receber muitos pedidos de professores de escolas com Ensino Médio. Em cada unidade de ensino, além da distribuição de livros, é ministrada uma palestra sobre a importância da leitura e do livro.

Desde o início do Vida Literária, o projeto já recebeu muitas doações. A maioria são pessoas que querem liberar espaço em casa, então nem sempre as obras chegam em boa qualidade. No entanto, também chega muita coisa legal, espetacular. A equipe do projeto olha livro por livro, separam cada um. Os que servem para o projeto seguem para os estudantes. Os que não servem, são trocados em sebos. 

Acreditamos que a leitura como direito de todos evita o aprofundamento de divisões sociais, educacionais, culturais. Desta maneira, realizando um trabalho de incentivo à leitura em escolas, oferecemos mais que um instrumento de dignificação do aluno, realizamos um grande ato de valorização e aperfeiçoamento do ser humano.

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